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Moda x ativistas: relembre momentos de polêmica com uso de pele de animais no mundo fashion

As temporadas de moda do Rio de Janeiro e de São Paulo já vinham trazendo, desde o ano passado, alguns modelitos em pele de animal para o inverno. Mas a polêmica estourou nesta semana, com o novo lançamento da marca Arezzo. Confira outras confusões dos últimos dez anos envolvendo as famosidades e os ativistas em prol dos direitos dos animais.

Publicado em 19.04.2011 • Por Luísa Dalcin

Ativistas x Mundo fashion

A nova coleção da marca Arezzo causou polêmica no twitter neste final de semana. Chamada de “Pelemania”, a linha trazia casacos de pele de coelho e raposa, com preços acima de R$1000. Depois da bagunça causada nas redes sociais, a empresa se posicionou oficialmente sobre o episódio ontem e declarou: “por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição”. Segundo a Arezzo, apenas as peças com peles sintéticas devem continuar nas prateleiras: entre elas, estas bolsas de “pele fantasia” de coelho, com preços em torno de R$250.

Ativistas x Mundo fashion

Difícil esquecer este desfile da Victoria’s Secret, certo? Gisele Bündchen linda, impassível, cruzando a passarela elegantemente enquanto vários ativistas furiosos do People for the Ethical Treatment of Animals, o PETA (organização em defesa dos animais), cercavam a top com cartazes acusando-a de ser “a escória das peles”. O episódio aconteceu em novembro de 2002, em função de uma campanha de casacos de pele da marca Blackglama, protagonizada pela modelo brasileira.

Ativistas x Mundo fashion

A top inglesa Naomi Campbell sofreu as consequências de cair em contradição. Primeiro, era garota-propaganda da organização PETA, e posou sem roupa, sob a frase “eu prefiro ficar nua do que usar peles de animais”. Porém, dois anos depois, em outubro de 2010, a modelo posou para a campanha do estilista de peles Dennis Basso. Ela teria justificado o seu desligamento do PETA por achar que eles estariam indo longe demais com imagens chocantes. “Eu gosto de usar pele”, teria concluído a moça.

Ativistas x Mundo fashion

A editora-chefe da Vogue americana, Anna Wintour, é conhecida por ser fascinada por casacos de pele – tanto nos seus editoriais de moda quanto no seu guarda-roupa. Por isso, a musa inspiradora do livro “O Diabo veste Prada” vive se bicando com a turma do PETA. Em outubro de 2005, na França, quando Anna se dirigia para assistir um desfile da marca Chloé, levou uma torta na cara dos integrantes da organização.

Ativistas x Mundo fashion

Um dos estilistas mais influentes do mundo, Karl Lagerfeld, teve dor de cabeça por uma declaração polêmica. Conhecido por trabalhar com grifes como Chanel e Fendi, Karl defendeu abertamente o uso de pele de animais na produção de peças, em fevereiro de 2009. “Existe uma indústria que vive disso. Há caçadores que só sabem fazer isso, matar estas feras que, se pudessem, nos matariam”, declarou o estilista, assumindo que ele próprio não usa roupas feitas de pele e nem sequer come carne. Um porta-voz da organização de proteção aos animais, PETA, descreveu Lagerfeld como um “dinossauro” fashionista: “a maioria das peles não vem da caça, e sim de uma fazenda na China, onde não há lei que proteja os animais que são mortos diariamente”.

Ativistas x Mundo fashion

Outros estilistas sofreram um pouco mais nas mãos do PETA. Em outubro de 2008, o grupo organizou protestos contra Giorgio Armani, chamando o italiano de Pinóquio. O motivo seria a coleção apresentada na semana de moda de Milão, que trazia casacos revestidos de pele de coelho – quebrando uma suposta promessa do estilista de não usar mais pele de animais nas suas criações, feita à entidade. No mesmo ano, o alvo foi a estilista Donna Karan, que teve a sua casa em East Hampton, nos EUA, vandalizada por ativistas. Em fevereiro de 2011, durante a Fashion Week de Nova York, pegaram mais pesado com a estilista: o PETA pendurou cartazes chocantes e conseguiu uma permissão da polícia para fazer uma manifestação em frente ao escritório de Donna Karan, com o som estridente de coelhos agonizantes – tudo dentro da lei: no máximo 75 decibéis e no mínimo, três metros de distância.

Ativistas x Mundo fashion

Em fevereiro de 2010, o patinador artístico Johnny Weir, conhecido por amar peles e usá-las tanto nas fantasias quanto no dia-a-dia, declarou que nunca mais usaria peles verdadeiras por estar cansado das pressões e ameaças sofridas por grupos de defesas dos animais. “Espero que esses ativistas entendam que isso não foi uma vitória deles, e sim um empate”, declarou. “Não estou mudando minha opinião, apenas protegendo minha integridade.” Weir já havia dito anteriormente que era perseguido pelo PETA desde 2006.

Ativistas x Mundo fashion

A atriz Gwyneth Paltrow também já teve problemas com o PETA ao posar para uma campanha da grife italiana Tod´s vestindo uma pele de animal, em maio de 2008. Gwyneth sofreu duras críticas da organização, mas os seus assessores não se manifestaram sobre a polêmica.




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